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Testamos as pilhas alcalinas

Você está no supermercado, passa perto da gôndola de pilhas e baterias e lembra que precisa comprar um jogo delas para seu flash. Estica o braço para pegar uma cartela e se depara com três marcas, reconhecidas mundialmente, com preços equivalentes. Qual você compra?

       

Acabamos de responder essa pergunta, num teste exclusivo do Manual Digital, em parceria com a empresa PRODESK, que comercializa esses produtos mas sempre foi questionada pelos seus clientes para saber qual é a melhor marca de pilha. Aliás, essa pergunta deve ser também de todos que precisam desse produto, seja para colocar num flash, para ligar um brinquedo, para funcionar um portátil eletrodoméstico ou até para um radinho de pilha.

Para testarmos as três marcas muito comercializadas no Brasil, a Duracell, Panasonic e Sony, tivemos que desenvolver um processo de análise e planejar um sistema de uso padronizado. Assim, tomamos como base o uso típico de um flash fotográfico, numa festa ou reunião familiar por exemplo, onde o flash iria ser utilizado seguidamente, com pequenos intervalos entre uma foto e outra.

 

Padronização

Para o teste ser válido com todas as marcas, precisamos padronizar o processo. Dessa forma, criamos um "disparador automático", que a cada 30 segundos ele dispara uma vez o flash, um antigo Mirage 118 M, que é alimentado por duas pilhas pequenas. Assim garantimos uma freqüência regular de disparos e um tempo extra de descanso após cada recarga, pois o flash é carregado em menos de 10 segundos com pilhas novas.

Esse tempo de descanso é importante para evitar um superaquecimento das pilhas e para reproduzir um uso normal. Alguns testes que já foram realizados, que encontramos na Internet, optaram por ligar uma lâmpada ou motor e ver até quando eles permanecem funcionando. Entretanto esse tipo de teste não reproduz uma forma normal de uso, pois no caso dos flashs, ninguém espera mais que algumas dezenas de segundos para conseguir uma carga cheia. Assim que o tempo começa ficar excessivamente longo, as pilhas são trocadas.

Em nosso teste, medidos a potência do disparo a cada 30 segundos, pois o equipamento dispara a luz mesmo não estando o flash com sua carga plena. Essa situação é comum na fotografia quando fotografamos com flash, pois ele dispara mesmo que não esteja com a carga total, ocasionando uma diminuição da iluminação geral da cena, resultando em imagens mais escuras.

Dessa forma, conseguimos identificar como as pilhas fornecem energia aos componentes do flash, qual é carga produzida e quanto tempo demora para carregar completamente seus capacitores.

 

Equipamentos do teste

Nosso consumidor de pilhas é um antigo flash eletrônico Mirage, modelo 118 M, pouco utilizado e em excelente estado de conservação. Como esse equipamento não tem visor nem outros tipos de componentes que poderiam consumir carga das pilhas, foi o modelo ideal para nosso teste.

 

Marca: Sony
Modelo: Pilhas pequenas AA
Vencimento do jogo: 2009

Início do teste às 10h15 - 27º C
Fim às 12h45 - 26º C

 

Marca: Duracell
Modelo: Pilhas pequenas AA
Vencimento do jogo: Março/2013

Início do teste às 12h55 - 26º C
Fim às 15h40 - 26º C

 

 

 

 

Marca: Panasonic
Modelo: Pilhas pequenas AA
Vencimento do jogo: Outubro/2013

Início do teste às 15h45 - 26º C
Fim às 18h45 - 25º C

 

Para medir a intensidade do flash, utilizamos um fotômetro da Minolta, o tradicional Flashmeter IV. Como esse fotômetro mede a quantidade de disparos, certificamos que nosso "disparador automático" funcionava perfeitamente. Além do mais, ele é um fotômetro muito preciso, que mede décimos de ponto (f), permitindo que qualquer flutuação na intensidade de luz fosse registrada.

Nosso "disparador automático" é composto por um relógio eletrônico, que foi adaptado para seu ponteiro de segundos fechar os contatos elétricos do flash a cada 30 segundos. Utilizamos um termômetro de máximas e mínimas temperaturas para certificarmos que não haveria mudanças drásticas na temperatura ambiente do local do teste. Temperaturas alteram o comportamento das pilhas.

 

Preparação dos teste

A parceira no teste, a empresa PRODESK, nos forneceu várias cartelas de cada marca para escolhemos qual usaríamos. Escolhemos aleatoriamente uma cartela de cada, sendo que as pilhas da Sony tinham uma validade até 2009 e foram produzidas na Indonésia. As Duracell são fabricadas na China e com data de validade para março de 2013. Já as Panasonic são produtos brasileiros, fabricados em São José dos Campos, com a validade também até 2013.

Para garantir que a ordem do teste não fosse um problema, iniciamos com um jogo qualquer de pilhas e fizemos uma bateria de disparos para "esquentar os equipamentos". Antes de iniciar o teste, efetuamos duas seqüências de disparos, para garantir que todos contatos elétricos funcionavam.

 

 

Os resultados

O gráfico abaixo sintetiza os dados que apuramos em nosso teste. O eixo vertical representa a luz medida pelo fotômetro, sendo que 100% representa o máximo de luz emitido pelo flash no teste. Encontramos uma pequena diferença na potência logo no início dos testes, onde as pilhas da Duracell conseguiram que o flash emitisse quase 10% a mais de luz nos primeiros disparos.

Logo após os 10 disparos as potências de todas as pilhas se equivalem, sendo que a Duracell teve uma pequena vantagem até os 60 disparos. Após isso, apenas a Sony se mantêm como no início até os 160 disparos. As outras duas (Duracell e Panasonic) já perderam 10% de sua capacidade de carregar o flash no tempo de 30 segundos (entre os disparos).


Pilhas da Sony mativeram 160 disparos na mesma intensidade

Entretanto, o que pareceria uma vantagem das pilhas da Sony, estas não conseguem mais de 300 disparos. Pouco antes disso a potencia já é 50% do início, pois o tempo de carga não é suficiente para o equipamento carregar completamente. Após esses 300 disparos o flash não tem tempo suficiente para carregar e não dispara mais em 30 segundos.

Já as pilhas da Duracell, que ficam quase sempre 5% de carga abaixo das Sony, conseguem os mesmo 5% a mais de disparos, alcançando 315 vezes.


Pilhas da Duracell tem um comportamento intermediário entre as marcas

Mas a surpresa ficou com as pilhas Panasonic, que apesar de ter um rendimento similar à Duracell até os 160 disparos, ou seja inferior às Sony, consegue manter uma carga superior às outras após os 250 disparos e chegam os 350 ainda fornecendo em 30 segundos energia suficiente para o flash disparar, alcançando um rendimento 10 e 15% superior.


Pilhas da Panasonic, fabricadas no Brasil, alcançam 15% a mais de disparos

Conclusão

Da mesma forma que não existe uma marca de câmera digital melhor que todas as outras, também com as pilhas existe um ideal para um uso específico.

Se você necessita de uma capacidade constante por um grande período de tempo, a escolha deve recair para as pilhas da Sony. Se quiser uma energia imediata logo de início, e não usa as pilhas até seu fim, opte pelas Duracell. Mas se você é daqueles que usam até a última gota de energia de uma forma constante, as pilhas da Panasonic é a melhor opção.


Esse teste exclusivo teve o apoio da PRODESK Produtos Hospitalares, que cedeu jogos de pilhas para o teste. A PRODESK comercializa produtos descartáveis para hospitais e clínicas de cardiologia e ultrasonografia, que utilizam pilhas alcalinas em determinados equipamentos. Com esse teste esperamos ajudar os clientes da PRODESK como também os consumidores a escolherem a marca de pilha alcalina que melhor atenderá suas necessidades.

 


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7/9/2010
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