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Um mês depois... Olympus X-875
Como já relatamos na “Primeira Impressão” (veja), o modelo veio para avaliação devidamente acondicionada em sua caixa lacrada. Seu aspecto físico remete a tradição da Olympus em fazer um equipamento durável e de bom gosto. Seu corpo de metal transmite uma sensação de qualidade e robustez, e o acabamento é ótimo. Sem nenhum detalhe a desabonar. Seus botões seguem a tendência atual, de um botão de navegação de 4 posições, e um giratório de funções.
Mas além disso tem um diferencial, que se mostrou interessante, que são dois botões distintos e independentes, um para fotografar e outro para visualizar, logo acima do grande visor de LCD. Eles agilizam na hora de alternar da situação de fotografar para ver as imagens já captadas e vice-versa. Entretanto, faltou um botão de visualizar a última imagem. Esse foi um ponto de discórdia que quem testou a câmera. Alguns acharam muito bom não ter que ficar girando um botão, para passar da função de fotografar para visualizar. Ou seja, com um toque já se vai para a função que deseja. Outros comentaram que essa opção “demora uma eternidade”, já que a câmera acessa a área dos arquivos gravados, e se tiver na opção de várias imagens na tela, a demora em carregar aumenta mais alguns momentos. Controvérsia a parte, também se comentou que, na seleção de cenas, faltou um “ok”, para retornar ao Menu, e escolher outra opção. Explico: quando se gira o botão de funções até a Cenas Pré-definidas (são 16: Retrato, Paisagem, Noite & Retrato, Interiores, Luz de Vela etc), e se faz uma foto numa determinada opção e quer se testar em outra, tem que se girar e retornar novamente para o mesmo local. Se tivesse a opção de clicar o OK no centro do botão de navegação e assim voltasse ao menu, seria o ideal. Por falar em testar funções, a X-785 além das tradicionais funções de Paisagem, Retrato etc, tem algumas interessantes, como a “vitrine”, ou seja, atrás do vidro. Em teste realizado a opção não se mostrou muito eficiente em ambiente com pouca luz. Em outra situação de iluminação, foi melhor. Veja detalhes a seguir.
Já na opção de “entardecer”, não entendemos o porque ela demora em focar ao infinito. Por algumas vezes o foco ficou prejudicado nessa opção, sem mais fácil fotografar no modo Auto. Um fotógrafo que não perceba o desfoque no visor, pode acabar com uma imagem sem nitidez ao ver o arquivo no computador.
Em outro teste, na opção de cena de paisagem, a câmera se saiu muito bem na primeira foto. Entretanto, utilizando o modo automático, ocorreu novamente a falha na focalização. Acreditamos que a iluminação do sol direto nos sensores tenha atrapalhado o sistema de focalização.
Mudando do infinito ao macro, suas duas opções de macro (macro e super macro) permitem grandes aproximações e captura de detalhes bem pequenos. Na opção macro o zoom é liberado, e assim pode-se focalizar a 60 cm (com o zoom em tele) e até a 10 cm (com o zoom em grande-ângular). Mas na opção super-macro a lente é travada no máximo da grande-ângular e pode-se chegar até 5 cm do objeto. Nessa opção o flash é desativado.
A carga da bateria é rapidamente completada pelo carregador que vem com o equipamento. Um LED informa quando a carga da sua pequena bateria de Lítio está completa, o que é muito útil para recargas. O posicionamento da bateria deve-se fazer com um pouco de atenção, já que aparentemente ela poderia ser encaixada de qualquer lado. Os desenhos dos pólos positivo e negativo indicam a posição correta, já que uma inversão, apesar de possível, não deixa a bateria travar no lugar. A sua carga se mostrou condizente com seu uso, não nos deixando na mão em seqüências de mais de 100 fotos, com muito uso do LCD. Quando está no fim, ela avisa e uma bateria extra é um item importante para quem vai viajar. Falando no visor, ver as fotos num grande visor de 2 ½ ” (duas polegadas e meia ou 6,5 cm na diagonal – quase 4 x 5 cm) é muito bom. Não há visor óptico e portanto não há como desligar o visor sem desligar a câmera. Essa seria uma opção para economizar energia, sem o incômodo de desligar a câmera (e esperar ela fazer toda a operação de recolher a lente e finalizar o sistema). O botão de navegação merece comentários desagradáveis. Imaginamos que essa peça tinha algum problema de contato, pois era difícil que o botão aceitasse a posição para cima. E apertar com força ou repetitivamente um botão tão pequeno invariavelmente acabávamos por apertar outras funções. Depois de uma centena de fotos ele começou a responder melhor, mas ainda não da mesma forma que das outras três posições. Um problema restrito à essa peça, esperamos! Uma das melhores funções dessa câmera é seu sistema de “estabilização de imagem”, muito útil para quem não tem uma mão firme, ou para casos onde só uma mão segura a câmera. Além do teste que fizemos anteriormente, onde colocamos o zoom no máximo e pedimos para uma criança de 5 anos fazer uma foto específica, fizemos outro um teste singular. No entardecer desses dias ensolarados, o planeta Vênus (a estrela D’Alva) era bem visível no céu, logo após o pôr-do-sol. Fizemos a primeira cena com o zoom no máximo, com uma exposição de ½ segundo, conforme informa o EXIF da cena. Não precisa dizer que fazer uma foto sem tripé nessas condições é pedir para a imagem ficar tremida. E foi isso que aconteceu.
Entretanto, com o sistema de estabilização ligado, o resultado é muito superior. Apesar do sistema de exposição acelerar o tempo, fazendo a foto em 1/8 de segundo, mesmo nessa velocidade fica praticamente impossível segurar a câmera na mão sem tremer a imagem, principalmente com o zoom no máximo. Mas o resultado pode-se verificar uma precisão muito superior na imagem, ficando bem mais nítida.
Fica aqui o registro que essa função não pode ser usada com as outras opções de cena, ou nos programas de retrato, paisagem etc. poderia ser útil. O conjunto óptico se mostrou muito confiável. Apenas no contra-luz, o visor apresenta um grande brilho, como um grosso traço na vertical, quando o sol entra em cena, atrapalhando muito a visualização. Entretanto o efeito não é registrado pelo sensor, ficando a foto perfeita. A iluminação do flash não apresentou vinhetagem muito acentuada, quando o zoom estava em grande-ângular. Com o zoom em tele, a imagem ficou com uma iluminação mais homogênea.
Faltou nos ajustes o controle de WB (White Balance ou ajuste de branco), para ajustar a câmera em diversos tipos de iluminação.
Conclusão É uma ótima câmera “Slim”, própria para ter sempre à mão ou na bolsa (no caso das mulheres). Para os homens, cabe bem no bolso do paletó ou na mala do Laptop. É ideal para o dia-a-dia, para capturar os flagrantes da família, quer seja na entrada da escola, uma cena de rua, uma lembrança de um almoço, uma cena de reunião da hora do jantar, ou mesmo para um uso mais profissional, se você necessita capturar detalhes de peças, produtos ou ambientes diversos. Só não espere dela uma rapidez em processamento de imagem ou uma visualização rápida das imagens capturadas no visor. Também não exija dela uma rapidez no disparo.
Segunda Opinião Quer uma segunda opinião?
Um dos alunos, a Fernanda Poleto, foi além e descreveu os pontos positivos:
Primeira Impressão: Olympus X-875 Não é uma “pequena notável”, como era conhecida a Carmen Miranda, mas é simpática. Estamos falando da X-875 da Olympus, um dos lançamentos desse ano da empresa, representada no Brasil pela WisePhoto. Recebemos um modelo dessa linha para avaliação, devidamente acondicionada em sua caixa lacrada, ou seja, não houve nenhuma preparação prévia da câmera para nossa análise. Abrindo a caixa, fizemos como todo fotógrafo amador: jogamos de lado os manuais e fomos direto ao manuseio do equipamento, sem nenhuma leitura prévia de seus impressos. Como a bateria era nova, possivelmente estava descarregada. Sem nenhum problema, só com um pouco de atenção, acertamos a posição correta no carregador e a luz indicava que a carga estava sendo realizada. Enquanto ela carregava, a câmera ficou passando de mão em mão pela redação. As mulheres suspiravam que era esse o tipo que todas gostariam de carregar na bolsa: fina, leve, com a lente recolhida e protegida, quando desligada. Seu corpo de metal transmite uma sensação de qualidade e robustez. Tem um bom acabamento e botões bem posicionados. Seu "design" é elegante e moderno. Poucas horas depois a luz do carregador já informava que a carga da sua pequena bateria de Lítio estava completa. O posicionamento da peça teve um cuidado maior, já que aparentemente ela poderia ser encaixada de qualquer lado. Os desenhos comuns dos pólos positivo e negativo estavam lá indicando a posição correta. Uma inversão, apesar de possível, não deixa a bateria travar no lugar apropriado. Pronto. Foi só ligar e ver seu grande visor de 2 ½ ” (duas polegadas e meia ou 6,5 cm na diagonal – quase 4 x 5 cm) funcionar. De imediato uma mensagem para acertar o relógio interno da câmera, item muito importante para não perder os arquivos depois de transferidos para um computador. Agindo intuitivamente, foi fácil acertar a data e hora, até o momento que foi necessário usar o botão de controle para cima (o botão de navegação de 4 posições – lado esquerdo, direito, para cima e para baixo). Apertando-se uma vez, duas, três, nada... Na última tentativa, com mais força apertou-se o botão central e já se foi o OK para uma data incorreta... Se fossemos um usuário comum, íamos deixar assim mesmo. Durante o uso posterior percebemos que essa peça tinha algum problema de contato, pois era difícil que o botão assumisse a posição para cima. E usar força num botão tão pequeno acaba por apertar outras funções. Depois de uma centena de fotos ele começou a responder melhor, mas ainda não da mesma forma que das outras três posições. Como a data ficou incorreta navegamos por seus menus a procura de onde a corrigir. Sem muito problema, a não ser esse botão de controle que insiste em não aceitar o comando “para cima”. Um dos pontos altos da câmera é seu sistema de “estabilização de imagem”, muito útil para quem não tem uma mão firme, ou para casos onde só pode-se usar uma mão para segurar a câmera. Para testarmos sua capacidade, colocamos o zoom no máximo e pedimos para uma criança de 5 anos fazer uma foto específica. Primeiro com a câmera no automático. Veja o resultado.
Depois com o sistema ligado. O resultado não deixa dúvidas da vantagem de ter essa possibilidade de uso. Apenas a imagem é exibida meio em “câmera lenta”, pois o sistema gera poucos quadros por segundo, mas nada que incomoda.
O conjunto óptico se mostrou bem confiável, mesmo com a utilização do zoom digital. As primeiras fotos de teste se mostraram muito boas, mesmo na contraluz.
Apenas nesse momento, seu grande visor de 2,5“, apresentou as famosas faixas brancas, que dificultam a visualização da cena e portanto o enquadramento, quando se faz fotos de pôr-do-sol, por exemplo. Faltou aí um pequeno visor óptico. Focalizando um avião no céu, o sistema de autofocus se mostrou confuso, às vezes não focalizando no infinito. Registrar uma foto de um avião ao longe foi bem difícil. Parece sempre que está fora de foco. Comparando-se as fotos feitas no Auto e na cena Pôr-do-sol, as cores da foto da primeira opção pareceram melhor. Seu flash se mostrou bem decente para o tamanho da câmera. E na função macro, deu conta do recado sem estourar a imagem. Sua bateria também não deixou a desejar. Em breve estaremos apresentando um teste mais completo, com análise das imagens captadas pelo equipamento. Conclusão É uma típica câmera “Slim”, própria para ter sempre a mão, na bolsa (no caso das mulheres) ou junto ao Notebook ou no bolso da camisa, dos homens de negócios. É ideal para o dia-a-dia, para capturar os flagrantes da família, quer seja na entrada da escola, na cena de rua na hora do almoço, na reunião da hora do jantar.
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9/9/2010 52 visitantes on-line Treinamento ao vivo
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