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Menu Primeira Impressão Comparativo de Pilhas Recarregaveis

Comparamos as pilhas recarregáveis


Você está fotografando um passeio e lá depois de umas 100 fotos a câmera avisa que a bateria já está com meia carga. Mais umas fotos depois e vem o aviso que a bateria está no fim da carga. Na dúvida você desliga a câmera.

Você insiste, liga a câmera, faz mais umas duas fotos e “puff”, ela automaticamente se desliga por falta de energia, mas desta vez sem recolher a lente zoom. Você tenta ligar e nada. Não há mais nenhuma gota de energia...

Está na hora de comprar um jogo extra, para esses passeios e para as férias que se aproxima. Sua câmera usa pilhas recarregáveis de formato iguais às pequenas alcalinas, padrão AA. Na loja você encontra diversas marcas e tipos, com numerações estranhas que nunca tinha reparado. Bem antes de dizer o que o vendedor irá sugerir, vamos aos fatos.

As pilhas recarregáveis mais comuns são as Níquel Metal Hidreto, mas conhecidas pela sigla Ni-MH, que são uma evolução das antigas de Níquel e Cádmio (NiCd), aquelas dos primeiros celulares e que tinham o famoso efeito memória.

As novas Ni-MH não tem mais o efeito memória mas descobrimos uma característica interessante: nas primeiras recargas as baterias novas não conseguem um rendimento de 100% de sua capacidade. São necessárias de 3 a 4 recargas para a bateria atingir o máximo de sua potência. Essa informação encontramos em algumas embalagens e em leituras técnicas, além de comprovarmos esse efeito nos testes que realizamos.

Todas as baterias de Ni-MH tem uma capacidade de potência, que é medido por milésimos de Ampéres, indicada por um número seguido do simbologia mAh. Você encontra no mercado baterias de 900 mAh, 1.800 mAh, 2.100 mAh, 3.200 mAh, outros valores intermediários e até umas de 4000 ou 5000 mAh, de acordo com alguns fabricantes. Teoricamente quando maior esse número mais energia você terá a disposição. Em nosso teste verificamos que não é bem assim, principalmente comparando-se marcas.

Além das Ni-MH temos também no mercado brasileiro as de Ion-Lítion, que teoricamente são mais melhores, e mais caras. Essas não entraram em nossos testes.

Os Testes

Padronizamos a recarga das baterias, usando um carregador único para todas as baterias. Foi utilizado um KingNeed Fast Charger, que tem a opção de carga lenta e carga rápida. Utilizamos sempre a recarga no modo lento. Esse aparelho possui um controle por  microprocessador e sinalização por LEDs que indicam quando a bateria está na máxima carga, independente de sua capacidade.

Cabe lembrar que quanto maior é a capacidade da bateria (seu número em mAh) maior é o tempo de recarga. O manual do aparelho informa que baterias com 1600 mAh demoram mais de 10 horas para a carga completa.

Outros carregadores demoram de poucas dezenas de minutos (carga rápida) até várias horas, podendo chegar até 20 horas de carga para baterias de alta capacidade, para alguns recarregadores (veja matérias sobre esses equipamentos).

Todas as baterias foram carregadas e descarregadas 5 vezes antes de iniciarmos os testes, para atingir sua capacidade máxima.

O teste foi realizado como o anterior das pilhas alcalinas, com a mesma padronização do uso. Dessa forma, utilizamos o nosso “disparador automático”, que a cada 30 segundos dispara uma vez o flash, desta vez um Sigma, que é alimentado por 4 pilhas formato AA. Assim temos uma freqüência regular de disparos e um tempo de descanso após cada recarga, pois o flash é carregado em menos de 5 segundos com pilhas com carga total.

Esse tempo de descanso é importante para evitar um superaquecimento das pilhas e para reproduzir um uso normal. Alguns testes que já foram realizados optaram por ligar uma lâmpada ou motor e ver até quando eles permanecem funcionando. Entretanto esse tipo de teste não reproduz uma forma normal de uso das câmeras digitais, onde há um pico de consumo de energia quando se faz uma foto.

Em nosso teste, medimos a potência do flash a cada 30 segundos, pois o equipamento dispara a luz mesmo não estando com sua carga plena. Conseguimos assim simular um uso constante da bateria com os picos de consumo quando se faz as fotos.

Dessa forma, identificamos como as pilhas recarregáveis fornecem energia aos componentes do flash, qual é potência produzida no disparo e quanto tempo demora a recarregar novamente os capacitores do flash.

Equipamentos do teste

O flash que utilizamos é um novo flash eletrônico Sigma, que a empresa BMA nos emprestou para teste. Para medir a intensidade do flash, utilizamos um fotômetro da Minolta, o tradicional Flashmeter IV, que consegue captar diferenças décimos de ponto F, permitindo que qualquer flutuação na intensidade de luz fosse registrada.


Nosso “disparador automático” é composto por um relógio eletrônico, que foi adaptado para seu ponteiro de segundos fechar os contatos elétricos do flash a cada 30 segundos. Utilizamos um termômetro de máximas e mínimas temperaturas para certificarmos que não haveria mudanças drásticas na temperatura ambiente do local do teste. Temperaturas diferentes alteram o comportamento das pilhas.

Preparação dos testes

Tivemos diversas empresas parceiras no teste, como a empresa Harder Informática, que nos forneceu um jogo completo pilhas recarregáveis e seu recarregador. As pilhas da Sony tinham uma potência de 2.100 mAh, ou 2Ah.

A Center Panavision nos forneceu uma lista grande de materiais: todas as baterias da ECO utilizadas no teste (de 1.800, 2.500 e 2.800 mAh), além de recarregadores, como o KingNeed modelo KN-8500 que foi utilizado como carregador padrão no teste.

A Multilaser nos forneceu seu carregador Ultra Fast Charger com 4 pilhas de 2.500 mAh. Esse equipamento vem com um acessório interessante: um carregador veicular, para ser usado em automóveis, como os que existem para celulares.

Dessa forma estávamos com pilhas de 1.800 a 2.800 para o teste. Só como comparação, uma bateria de um automóvel tem capacidade de 40 a 60 Ah. Não testamos, mas acreditamos que com 30 pilhas conseguiríamos dar partida num automóvel....

Os resultados

O gráfico abaixo sintetiza os dados que apuramos no teste. O eixo vertical representa a luz medida pelo fotômetro, sendo que 100% representa o máximo de luz emitido pelo flash no teste e o eixo horizontal a quantidade de disparos efetuados.  

Um detalhe que nos apuramos é que as pilhas não têm um rendimento máximo nos primeiros instantes. Após alguns disparos, elas atingiram seu potencial máximo de uso. Entretanto, ao fim da carga a queda no rendimento é muito rápida, normalmente não se conseguindo mais de 10 disparos.

Essa característica das pilhas recarregáveis de Ni-MH é evidente quando estamos fotografando e vem o aviso de bateria fraca. Até aquele momento a carga aparecia como completa no visor. Depois do aviso de bateria fraca, não conseguimos mais fazer muitas fotos.


Conclusão

Nas câmeras digitais mais atuais, onde os grandes visores LCD e processadores de alto desempenho são devoradores de energia, é importante ter uma bom suprimento de energia para não ser pego de surpresa no meio de uma festa, de um passeio etc. Mesmo assim, ter jogos extras é uma forma de não ficar no meio do caminho sem uma câmera fotográfica para registrar os melhores momentos das férias.

Os testes comprovaram que as pilhas recarregáveis mais potentes conseguem mesmo fornecer uns 25 % a mais de carga de uma de menor capacidade, considerando aqui uma mesma marca (ECO de 1.800 mAh comparando-se com a ECO de 2.800 mAh). Nessa comparação a de capacidade de 1.800 rendeu 190 disparos contra os 250 da 2.800 mAh. São 35% a mais de carga para 24% a mais de disparos.

Cabe salientar que, no caso de baterias da marca ECO, a cada novo patamar de capacidade, aumentou-se a quantidade de disparos. Entretanto, comparando-se mesmas capacidades mas de marcas diferentes, uma grande surpresa se revelou, desagradável, no caso das Elgin. Sua capacidade ficou muito inferior às das outras marcas. Tão inferior que repetimos o teste inúmeras vezes para confirmar o desvio. A capacidade dessa marca é praticamente 1/3 das suas concorrentes.

A ECO se mostrou muito confiável e o jogo com capacidade de 2.800 mAh foi o que atingiu o maior desempenho. A Sony, que tem nominalmente a capacidade de 2.100 mAh superou a ECO de 2.500 mAh. A Multilaser de 2.500 mAh entre as ECOs de 2.300 e 2.500 mAh.

De maneira geral, todas as três (ECO, Sony e Multilaser) são similares em seu rendimento, deixando a Elgin muito atrás.

Problemas

Durante os testes foi observado problemas com algumas baterias. Uma pilha da Elgin vazou seus componentes durante uma recarga inicial. Quando todo o jogo estava no carregador uma delas se apresentou totalmente “suada”, com o cheiro característico de componentes químicos. Isso pode ter afetado o grupo, já que não a separamos do conjunto. Uma pilha da ECO 1.800 apareceu com seu contato oxidado de um dia para outro, o que pode representar que também ouve algum vazamento, mesmo que superficial.

De maneira geral as baterias atingiam altas temperaturas, superando a temperatura de toque, o que pode causar estragos em sua composição interna, comprometendo seu desempenho.

É normal a elevação de temperatura, tanto no uso como no carregamento, não podem mesmo nem ser evitadas quando baterias à base de Níquel estiverem sendo carregadas. Um pico de temperatura é alcançado quando a bateria se aproxima da carga completa. Entretanto uma temperatura muito elevada compromete os componentes internos. Após o completo carregamento, a bateria deve eventualmente esfriar-se para a temperatura ambiente, caso seu carregador seja “inteligente”.

Se a temperatura não cair e permanecer acima da temperatura ambiente, o carregador está operando incorretamente ou ele não é equipado de um microprocessador que controla a recarga. Em tal caso, a bateria deve ser removida o mais rápido possível depois que a luz indicadora de fim de carga tiver indicado o fim do processo.


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25/10/2014
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